segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

32º postagem: resenha A Vida do Livreiro A.J. Fikry


Olá leitores,


 Simples e apaixonante. Mistura a ironia e o romance. Vemos a vida com outros olhos, vemos a importância de não ser uma ilha, de não ser solitário. Pensamos de novo em por que escolhemos os livros como um refúgio. “Nenhum home é uma ilha; Cada livro é um mundo.” como diz a placa da livraria.

Nessa história vemos um homem, A.J. Fikry, carrancudo e rabugento após a morte de sua esposa, tomando conta da livraria Island Books na distante Alice Island, onde até balsa você precisa pegar para chegar. A vida de A.J. perdeu o sentido depois da morte de Nic. Ele bebia toda noite, abria e fechava a livraria quando bem queria e não se cuidava. Um dia, um livro raro foi roubado de sua casa, mas as investigações não deram em nada. Logo depois, um pacote chega a livraria de A.J. sem aviso e muda totalmente a vida do velho livreiro. Esse pacote está junto de A.J. durante o resto do livro e dá um novo sentido à vida do homem.

 Gabrielle Zevin tem um estilo próprio de escrita. No começo de cada capítulo ela escreve algumas linhas falando de outros livros como se fosse A.J. escrevendo para alguém. No final, as resenhas dos contos serão dadas a alguém que ajudou A.J. a reencontrar o amor, a não ser solitário, a ver a vida novamente e com outros olhos. A autora divaga no presente e no passado, conta os fatos de agora, mas que muitas vezes são justifica por ações do passado. Eu adorei isso, pois fez com que todo o livro estivesse ligado, o passado fez com que a maioria das coisas do futuro/presente acontecessem. São fantásticas as pontes que a autora faz durante a história.

 No livro nós também aprendemos um pouco de literatura. Como qualquer estudioso e viciado em livro, A.J. nos explica a diferença entre novelas, contos, histórias, os diferentes estilos que existes e fala tanto de livros e autores antigos quanto de novos, citando A Menina que Rouba Livros, Percy Jackson (<3) e até se declarando um nerd de carteirinha quando fala de Senhor dos Anéis.

 Juntando uma história simples e perfeita com uma paixão literária, A Vida do Livreiro A.J. Fikry nos mostra que mesmo quando as coisas estão difíceis, os gestos mais simples e inusitados podem mudar nosso dia, como uma encomenda ou uma passagem do nosso livro preferido.

 De tão simples, a história encanta nossos olhos e nossos corações com uma narrativa fluida e gostosa. Quando pegar o ritmo, não vai mais conseguir parar de ler.

 Eu indiquei esse livro na minha postagem do Dia do Leitor(http://www.livronasferias.blogspot.com.br/2015/01/71-dia-do-leitor.html) por uma pequena frase escrita no final do marca página da capa. “Um romance engraçado, delicado e comovente, que nos faz lembrar por que adoramos ler e por que nos apaixonamos”. É exatamente isso que o livro nos passa. A história toda gira em torno de uma livraria e como nos conquistamos o amor de novo, o que na verdade é o amor e por que sentimos. Esse livro sem duvida pode nos render boas horas refletindo sobre suas 186 páginas e sobre várias coisas do cotidiano, principalmente se for na vida de um leitor.

 Frase única sobre um evento do livro: Autores, parem de dar uma de John Green, obrigada.
 
Passagens favoritas:
 “Lambiase está comendo um doughnut, ato que tenta esconder, pois o clichê o deixa envergonhado.” Pág.43

 
 “Às vezes os livros só nos encontram no momento certo.” Pág. 72

 
 “[..] ‘Ninguém viaja sem proposito. Aqueles que estão perdidos querem estar perdidos.’” Pág.111

 
 “Lemos para saber que não estamos sós. Lemos porque estamos sós. Lemos e não estamos sós. Não estamos sós.” Pág. 180

 
 “É o medo secreto de que não é possível sermos amados o que nos isola, mas é apenas porque estamos isolados que pensamos não sermos amáveis. Certo dia, não se sabe quando, vai estar dirigindo por uma rua. E certo dia, não se sabe quando, ele, ou ela, aliás, estará lá. Será amado porque, pela primeira vez na vida, realmente não estará solitário. Terá escolhido não estar solitário.” Pág. 115

 
Espero que tenham gostado da resenha
Nota CS: Livro da minha vida
 
Muitos beijos,
Cherry Suicide

domingo, 11 de janeiro de 2015

31º postagem: resenha A 5ª Onda

Olá leitores,
 Esse livro estava na minha estante a muito tempo e eu finalmente decidi pega-lo. Me impressionei.
 Muito diferente dos livros que já li, A 5ª Onda conta a história do mundo em um processo de extinção comandado pelos aliens. Acreditamos que ele seria narrado pela Cassie (Cassiopeia), que achava ser a última pessoa na terra, mas durante o livro há divisões em papel mais escuro e elas separam os narradores. Na primeira parte é a Cassie, na segunda é outro, na terceira é outro e depois volta para a Cassie. Acho que temos uns 4 narradores durante o livro e o número de capítulos em cada parte não é exato.

  A história começa com a Cassie se preparando para cumprir a promessa que fez para o irmão depois da 4ª onda. As ondas significam cada passo que os alienígenas dão para acabar com a Terra. A 1ª onda (Apagam-se as luzes) foi quando tudo que funcionava com motor, bateria, pilha, simplesmente desligou e não ligou mais. Celulares desligaram, aviões caíram, geladeiras pararam, carros desligaram, tudo parou de funcionar. A 2ª onda (Começou a arrebentação) foram vários tsunamis que mataram milhares de pessoas ao redor do mundo. A onda (Pestilência) infelizmente é uma mortal conhecida nossa, a temível Ebola, só que modificada geneticamente para se propagar no ar e ser mais mortífera. Apenas algumas pessoas eram inumes a ela, não sabendo explicar como. O legal é que o livro foi escrito muito antes da Ebola se tornar “famosa”, mostrando que mesmo com pouca repercussão, é uma doença horrível. Também foi na 3ª onda que os teleguiados (levanta a mão quem lembrou de Jogos Vorazes o/) apareceram a sobrevoavam a área, sem motivo aparente para os humanos. A onda (Silenciador) é a mais cruel no meu ponto de vista. Em quem podemos confiar quando humanos e aliens tem a mesma forma. A nossa forma. Cassie os nomeou de Silenciadores e vagavam pela terra bem antes dos seres extraterrestres quererem acabar com ela. Um “serzinho” é colocado nos bebês ainda na barriga da mãe e quando resolverem atacar, esse “serzinho” é ativado, passando a controla o corpo do hospedeiro e mata todos na terra sem pensar duas vezes. Mira precisa, rápidos e fortes, se tornaram uma arma para os alienígenas. Eles só erram um tiro quando querem...  A onda é tão impressionante quanto a 4ª, e é nele que nós podemos ficar confusos, mas não uma confusão ruim, mas sim uma dúvida sobre quem é quem, o que é o que, quem é bom e quem é mau. Isso nos faz querer ir atrás de respostas, continuar lendo o livro para entender direito como funciona a cabeça e a inteligência mortal de seres milhares e milhares de vezes mais avançados que nós.

 Tudo parecia correr “bem”, até Cassie conhece Evan. O jovem fazendeiro encontra Cassie depois de um ataque e sua incríveis mãos macias ajudam a menina a se recuperar, mas ela não confia 100% nele, ponderando se não é apenas mais um truque dos aliens para mata-la.
 Além de ser um livro de alienígenas, as cenas de ação são fantásticas, bem explicadas e sangrentas, conseguimos sentir a angustia e o aperto no coração enquanto lemos.  Ao mesmo tempo que as cenas de combate são de tirar o folego, as de amor dão uma pitada de fofura para o livro. São poucas e rápidas, mas dão um toque especial para a trama.
(http://leitorcabuloso.com.br/2013/12/5-motivos-para-voce-ler-5a-onda-rick-yancey/ )
Essa nova história, esse novo tema me impressionou bastante. O jeito que Rick Yancey conduz os fatos é muito bom, esperto e divertido. A ficção científica tomou um novo rumo na literatura, sendo uma novidade muito grande em 2013, ano em que foi lançado (ainda mais que, para mim, 2013 foi o ano dos zumbis, onde tudo girava em torno dos mortos vivos). A história superou totalmente minhas expectativas. O livro te envolve de um jeito muito diferente, ele faz você procurar respostas, entender o que acontece e acompanhar Cassie em sua aventura angustiante, rindo muito com os comentários irônicos ao longo da narração. As 367 páginas te impressionam do começo ao fim.

Passagens favoritas
“E humanos pensam. Planejam. Sonham e, então, transformam o sonho em realidade. Pág. 42
“A crueldade não é um traço da personalidade. A crueldade é um hábito. Pág. 177

“É o motivo pelo qual um exército de crianças faz sentido. Adultos não desperdiçam seu tempo com fantasias. Eles remoem as mesmas verdades inconvenientes que fizeram Tank aterrissar na mesa de dissecação.” Pág.198

“Felizmente há uma idiota diretamente abaixo dele para interromper a queda. Felizmente para ele, nem tanto para a idiota.” Pág. 275

“Não me movo. Espero atrás do meu tronco, aterrorizada. Nos últimos dez minutos ele se tornou meu amigo querido e penso em lhe dar um nome: Howard, meu tronco de estimação.” Pág. 277
 Dizem os blogs e sites que a continuação “O Mar Infinito” sairia no final do ano passado (2014) aqui no Brasil, mas na verdade essa era a data norte americana. Nos, latinos, ainda não temos previsão. :´(

( https://www.youtube.com/watch?v=-kVUAbr65JI )
 Dizem também que o filme vai sair em 2016 e a linda Cloë Moretz será a Cassie, Nick Robinson será o Ben Parish, e Alex Roe será Evan Walker. E esses são apenas os principais, os pais e o irmão de Cassie ganharam atores e uma das militares sobreviventes também (vai entender quando ler). Só nos resta esperar ansiosamente pela confirmação.





Espero que tenham gostado da resenha.

Nota CS: Mudou minha vida

Muitos beijos,
Cherry Suicide

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

7/1 Dia do Leitor

Olá leitores,

 Desculpem postar tão tarde, mas vou fazer o melhor possível com minhas palavras nesse dia especial.
 Hoje é dia de comemorar, hoje é nosso dia, dia do Leitor. Graças a nós, os autores tem profissão, graças a nós as livrarias existem e graças a nós vários ensinamentos são passados de geração para geração, pois são nos livros que aprendemos tudo, sejam eles didáticos ou de histórias.
 Acredito eu que todos nós, leitores, vivemos e respiramos livros, acordamos ao lado deles ou com eles na nossa cara, choramos em cima deles e depois choramos de novo por ter manchado a página, rimos com sua linhas tortas, ficamos nervosos quando a impressão ou a gramática estão errados, esperamos ansiosamente pela continuação das séries, falamos de coisas que para pessoas normais é loucura,gastamos uma grana só para parecer com nosso personagem favorito, cheiramos os livros novos, corremos na livraria atrás das novidades e abraçamos eles quando no final se tornam nosso novo bebe.
  Separei algumas fotos que ACHEI NO GOOGLE e que mostram nossa vida ao lado dessas tão amadas publicações não periódicas, impressas, contendo pelo menos 48 páginas, excluída a capa. [fonte: http://michaelis.uol.com.br/ alterado]











Nós realmente amamos livros, nossas vidas dependem deles e nossa realidade fica melhor com eles. Realmente somos felizes com livros.













Rimos, choramos, ficamos indignados, queremos bater, jogar o livro longe, abraçar, beijar e as vezes bater no autor, principalmente quando ele mata nosso personagem preferido.



 Para muitos, a realidade é ruim, um tanto quando deprimente. Problemas na escola, em casa, com os amigos e assim simplesmente correm até as páginas do nosso melhor amigo, aquele que não te julga, que não briga, que não espera nada de você, simplesmente não quer ser esquecido na prateleira, quer ser lido inúmeras vezes e ajudar sempre que puder.




Pelo menos é assim comigo. A maioria dos meus amigos eu conheci em eventos no Ibirapuera, clubes do livros em todo lugar ou simplesmente na rua. Quando vejo alguém com uma camisa ou botom relacionado a livro já vou tentando chegar perto, puxar um papo, dar uma olhada. Imagina minha reação quando vejo alguém com uma camisa laranja na rua, quase corro atrás dela só para falar de Percy Jackson. Quando minhas amigas normais e minha mãe veem alguém de camisa laranja já me puxam e falam "Olha lá, é sua amiga? Conhece?". Infelizmente não conheço todos os semideuses que andam na rua, mas queria.



Como será namorar alguém que gosta dos mesmos livro que você, que sabe do que você está falando e não te olha com cara de cansado quando você começa a falar da nova saga que começou a ler? Como será namorar alguém que pensa que o encontro perfeito é ir em qualquer lugar com um livro e ficar lá lendo durante horas no seu colo? Como será namorar alguém que você pode contar com a presença em eventos e clubes? Como será namorar alguém que divida um cosplay com você e que sabe exatamente o que te dar em datas especiais, como essa?
Não sei...



Muitos dos leitores são influênciados pelo amor aos livros, a literatura, e começam a escrever suas próprias histórias. Um meio muito bom hoje em dia de divulgar trabalhos é escrevendo e compartilhando Fanfics, histórias que começaram a ser escritas com base em outras histórias, mas hoje em dia são escritas sobre o que vier na cabeça do autor. Levanta a mão ai quem pira nas aulas de Literatura!!!! o/




E qual é a melhor companhia para um livro, principalmente, mas não exclusivamente, em dias frios e gostosos de inverno? Um café bem gostoso para aquecer nossos corações para o livro ou para nos deixar acordado para acabar o livro. Não precisa ser café, pode ser um Starbucks ou um chá de casa mesmo. O que importa é se sentir confortável enquanto lê.  



Para finalizar, minha indicação de livro é o meu livro atual, chamado A Vida do Livreiro A.J. Fikry, de Gabrielle Zevin. Como ele mesmo diz " Um romance engraçado, delicado e comovente, que lembra a todos por que adoramos ler e por que nos apaixonamos". Conta a historia de A.J. Fikry, um homem que perdeu o amor, estava indo mal com a livraria e de repente algo acontece e mexe totalmente com a vida do livreiro. Breve resenha dessa e do livro A Última Onda, que me impressionou mais do que imaginava.


Fica aqui meu sincero parabéns a todos nós , que esse dia tenha tantos livros quando...todo dia. 
Muitos beijos, fiquem com uma foto minha de leitora com um dos meus livros preferidos, "A História Sem Fim", que em parte conta a história de um leitor que encontra um livro misterioso de capa marrom com umas cobras estranhas e um sotão e começou a ler...indo muito alem disso. 


Beijos
Cherry Suicide 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

30° postagem: resenha O Sangue o Olimpo

Olá leitores,
  Em primeiro lugar, tive que colocar na minha cabeça depois de um tempo lendo a série "Heróis do Olimpo" que o meu Percy tinha acabado em "Percy Jackson e os deuses do olimpo". Mas calma, as críticas devem chegar no 3° ou 4° parágrafo.
  No último livro da série Os Heróis do Olimpo, titio Rick finaliza a jornada dos sete semideuses, que começou com um plano de Hera e surpreendentemente acabou bem, tudo foi resolvido e o enrolo de cinco livros foi resolvido em cinco minutos... okay. Narrativa gostosa de ler, como sempre, com muita intriga e ação, não passamos um capítulo sem sentir o coração apertado, algum suor no rosto ou dando boas risadas com o bom humor do nosso querido Leo ou a estupidez do meu amado Percy...PERAI!! Desde quando o Percy é estúpido a ponto de todas as sete falas dele no livro todo (não são sete, mas são poucas hahaha) serem ridículas, ironizando tudo e se fazendo de burro? Calma Cherry, não chegamos no 3° parágrafo ainda.
  Houve uma grande revelação dos personagens durante o livro. Annabeth tem sim sentimentos (mesmo algumas pessoas achando que ela ter sentido algo diferente de inteligência não foi legal), Nico desencanou e foi atrás de uns poemas na enfermaria do acampamento (*o*), Jason desmaia muito, como sempre, mas deve ser por causa dos problemas de visão, Piper se revela uma grande lutadora, com grande coragem e determinação, ligada ao bom coração de sua mãe e, além de tudo, resolveu TODOS OS 5 LIVOS com apenas uma palavra. Frank e Hazel não tiveram capítulos narrados dessa vez, sendo substituídos por Reyna e Nico, mas tiveram seus papéis durante a história e o Percy ficou estúpido (já vão entender). Leo foi atrás daquilo que mais queria, mesmo enganando todos para isso. Reyna se revelou uma menina com um passado difícil e precisou lidar com muitas dores emocionais durante sua viagem. Tivemos a participação especial de Tyson, Grover, Thalia e Quiron, além dos amados Travis e Connor e uma citação da nossa amada ruiva Rachel Elizabeth Dare.
  O desenvolvimento da narrativa tem o mesmo padrão dos outros, mas no final, tudo foi resolvido muito simplesmente e rapidamente, não deixou nenhuma tarefa para depois e tudo estava bem no final. Não estou dizendo que os heróis não deviam parar para descansar depois de tanta desgraça, tendo um tempinho para uma vida normal, mas esse não é o tipo de coisa que o titio Rick escreve, sempre tem algum dilema ou algum problema. O meu desgosto por romanos diminuiu um pouco, mas continuo achando que a decisão do Percy e da Annabeth no final foi um tanto quanto triste para MIM, uma vez que o lar deles é o Acampamento Meio-Sangue e não o Júpiter, resaltando que é MINHA OPNIÃO. Mesmo assim, o intercambio tem suas vantagens (leia e descubra o que estou falando kkkkk').
  Agora vem o que eu estou enrolando desde o primeiro parágrafo. Como todos sabem, o Percy é conhecido como ser lerdo desde o primeiro livro. Agora, ser lerdo é uma coisa, ser burro e estúpido o livro inteiro é outra. As piadas básicas e as brincadeiras com panquecas azuis tudo bem, mas coisas do tipo:
"[...], com Annabeth gritando em uma de suas garras:
-Vamos pegá-los!
E Percy, na outra garra, berrando
-Eu odeio voar!"
HAHA, que engraçado. No meio de uma batalha eu realmente acho que ele nunca diria isso. Depois de quase entrar em guerra com minha amiga pelo WhatApps chegamos a algumas conclusões. Ela acha que o titio Rick queria conservar a pureza do Percy, por que além de ser um dos lideres, precisava quebrar o clima, mas também chegamos á conclusão que ele exagerou um pouco fazendo o filho de Poseidon ficar... idiota. Outra coisa que ela me fez pensar foi que esse livro não era um livro do Percy, era dos sete semideuses, então não era obrigação do escritor ressaltar o Percy a cada 5 minutos e fazer ele de principal. Realmente, ela tem razão, por isso que na minha introdução eu disse que ia considerar O Último Olimpiano como o fim do Percy, tecnicamente, por que a historia deste acabou ali, enquanto os livros da série Os Heróis do Olimpo não tem a ver só com ele, mesmo tendo começado em um contexto em que o semideus tinha sumido. Levando em consideração tudo isso, continuamos achando que ele acabou saindo dos limites normais de ser engraçado e esperto com essa idiotice repentina do Percy. Uma coisa é você ser lerdo e engraçado, a outra é você parecer um completo idiota.
  Tirando isso, o livro não saiu dos padrões normais de escrita, menos com o final básico e rápido. Apresentando novos deuses, tendo o bom e velho humor, descrevendo as paisagens antigas com muita precisão, titio Rick deu um encerramento para a série muito bom, mas não foi digno de aplausos em pé, talvez apenas aplausos e alguns assovios. Espero que ele dê uma continuidade para o acontecimento no fim da história, seria muito legal ver como o personagem lidou com tudo depois de cumprir sua promessa.
  Agora titio Rick chegou com tudo, vai lançar uma nova série de mitologia nórdica chamada "Magnus Chase e os deuses de Asgard", o primeiro livro chama "A Espada do Verão". Ele pediu autorização para a Cassandra Clare (Instrumentos Mortais) para usar o nome Magnus, pois esse é o feiticeiro dela. Lembrando também que Chase é o sobrenome da Annabeth... será que teremos mais um crossover de historias, como em "O Filho de Sobek", onde Carter Kane (As crônicas dos Kane) e Percy Jackson se juntam, sendo lançado nos USA junto com uma versão de bolso de A Sombra da Serpente (no Brasil só encontramos em pdf, e-book, etc)? Além disso, a continuação de O Filho de Sobek vai ser lançada com o nome "O Cajado de Serapis" trazendo Annabeth e a irmã de Carter, Sadie Kane, como principais, mas também tem a presença de Percy (espero que menos idiota) e Carter. É novidade porque está sendo lançado agora para nós em e-book e tudo mais, mas já foi lançada nos USA no final de uma versão de bolso de "A Marca de Atena".

Passagens favoritas
"[...] A Capela dos Ossos. Serve para nos lembrar que a vida é curta e que a morte é eterna." pág. 125

"Não dá para ser racional com o medo. Nem com o ódio. Ambos são como o amor: são emoções quase idênticas. É por isso que Ares e Afrodite gostam um do outro. Seus filhos gêmeos, Medo e Pânico, foram gerados tanto pelo amor quanto pela guerra." pág. 173

"O principal a se ter em mente quando pensamos em um fantasma é que a maioria deles perdeu a voz [...]. Sabe por que eles acabam assim? Porque nunca lutaram pelo que acreditavam em vida. pág. 237

"-A rivalidade termina aqui - disse Percy. - Eu amo você. Sabidinha. pág.331 *uma das poucas frases construtivas do Percy no livro <3

"Nico se lembrou de quando chegara ao Acampamento Meio-Sangue pela primeira vez, aterrissando bem no carro de sol de Apolo, que tinha virado um ônibus escolar flamejante.
Ele se lembrou de Apolo, sorridente e bronzeado e todo descolado com seus óculos escuros.
Ao vê-lo, Thalia tinha comentado: Uau, Apolo é quente!
Ele é o deus do sol, retrucara Percy.
Não foi isso que eu quis dizer." -pag.350
*sim, eu sou nostálgica.

"- Gregos! - gritou Percy. - Vamos... hã... matar uns monstros ai!"-pág. 382
*mais uma das poucas falas do livro que eu gosto do Percy, mostrando realmente quem são os gregos, porque eu gosto deles e por que nunca fui muito com a cara dos romanos.

Espero que tenham gostado, é um ótimo livro, leitura gostosa de sempre! <3

Muito beijos
Cherry Suicide

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

29° postagem: Resenha Não se apega, não

  Olá leitores,

  Um livro que veio em boa hora.
  Nunca na minha vida eu ia comprar um livro cor de rosa com uma bonequinha jogando um coração no lixo, ainda mais eu que sou adepta a religião Walt Disney World e seus finais felizes. Nada contra a Isabela Freitas, a loiríssima autora do livro que mudou alguns conceitos meus e criou novos que, felizmente ou infelizmente, abriram algumas janelas na minha cabeça.
  O livro conta a história de Isabela, uma garota sonhadora que deseja seu príncipe encantado em cada homem que aparece na sua vida, mas ao contrario de muita gente por ai, Isa aprendeu com seus erros e contou seus casos, seus sentimentos e nos ensinou como supera-los.

  Isa sofreu muito com seu coração. Ele levou várias pancadas e ficou com várias cicatrizes só pelo fato dela querer ser feliz, de encontrar seu porto seguro, de acabar com alguém que realmente a amassa pelo resto dos dias, que fosse sua metade da laranja....mas perai, eu nem de laranja gosto!! Foi isso que ela aprendeu e no final do livro adivinha. Ela acabou solteira e gostando disso!! Depois de chorar tanto no decorrer do livro já estava na hora de ser totalmente feliz consigo mesma.
  Logo no começo do livro nos deparamos com as 20 regras do desapego e no decorrer de todo, Isa explica, da exemplo, mostra como se desapegar, como ser feliz sozinha e amar a si mesma, mas mesmo assim foi difícil para ela mesma aderir aos próprios conselhos, que realmente são muito bons.
  Me identifiquei muito com a Isa do livro, e se ela for igual a Isa autora talvez consiga me imaginar daqui alguns anos. Sonhadora, leitora, por um tempo a menina estranha da escola que ficava trancada na biblioteca lendo, prefere um bom livro a uma balada com Camaro Amarelo, fala demais quando está nervosa, cabelo loiro, liso e lambido (cacheadas, não reclamem do cabelo de vocês) e uma paixão por leitura com o sonho de ser escritora.. quem nunca? Trabalho difícil, claro, mas sem dúvida Isa autora alcançou um grande prestigio com esse livro, consegui tornar seu sonho realidade e agora faz grande sucesso com sua obra. Mostra a nova cara da literatura brasileira e ajuda várias meninas que sofreram ou estão sofrendo dos mesmos problemas que ela já teve.
  O principal do livro é mostrar que quando alguma coisa ruim acontece (termino, no caso) é necessário sofrer, pois só assim aprendemos. Vemos também como se desapegar. Essa palavra foi critica para mim na hora de comprar o livro. Eu gosto de princesas da Disney, amo seus filmes adolescentes, amo os casais perfeitos e deve ser por isso que às vezes eu que fico o pó. O desapego não é a falta de amor, mas sim o desapego às coisas do passado que não deixam você seguir em frente. As dores, aquela camisa dele, as lembranças do abraço, sua cabeça no ombro dele quando você só queria descansar, as cartas, as músicas (metade da trilha sonora do seu celular que agora nem pode escutar mais para não ficar mal) e tudo mais.
  Engraçado, esperto e rápido, Não se apega, não é um livro de dupla personalidade. Nas livrarias pode ser encontrado tanto no setor de autoajuda ou em qualquer outro setor de historias normais. Mas, de normal esse livro não tem nada. Pode continuar sendo difícil para algumas meninas (ou meninos, quem sabe) superar algumas perdas, não digo apenas de relacionamento, mas também perder um membro da família ou um amigo (uma das reflexões mais esclarecidas da Isa não tem nada a ver com relacionamento), mas pelo menos as pessoas magoadas tem algo em que se apoiar, tem dicas, tem uma amiga que passou pela mesma situação e que agora te mostra que nada está acabado, que precisamos viver dia a dia como se fosse o último, sorrindo sempre que puder, amando sempre que puder e ocasionalmente se machucando, mas é só assim que aprendemos.

Passagens favoritas:
 
"É difícil acreditar de novo quando você já acreditou demais em quem não fez por onde."

"O amor é, sim, a causa e a solução de todos os problemas" pág. 27

"Você deve primeiro aprender a ter êxito satisfazendo as suas necessidades para depois se relacionar com alguém" pág. 39

"Eu queria ser indiferente a sentimentos, não sentir tanto, não sofrer tanto." pág. 80

": eu não precisava de quem não precisava de mim." pág. 101

"[...] Eu só queria uma certa calmaria antes que viesse uma nova tempestade. Por que você sabe, elas sempre vêm" pág. 145

"Nos torturamos com memórias que já foram, repetimos cenas, apertamos replay e não pensamos na consequência que isso pode nos trazer" pág. 222

As páginas 222, 223, 224 são simplesmente fantásticas. Além de explicarem o desapego, como sobreviver a uma dor profunda, fazem parte do momento mais emocionante do livro. Todos deveriam aprender com aquelas páginas. 

REGRA 14 DO DESAPEGO: O mundo gira. Nenhuma tristeza é tão eterna que não deixe um espacinho para a felicidade. 

 Espero que tenham gostado
Escala Cherry para classificação de livro: Perfeito

Muitos beijos
Cherry Suicide

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Saldo final da Bienal 2014 :D

  Olá leitores, 
  
  Uma postagem rápida para dizer que eu quase tive que dormir no chão no último sábado da Bienal. NÃO TENHO MAIS ESPAÇO NO MEU QUARTO, todas as estantes estão ocupadas e eu continuo comprando livros compulsivamente. 





         As novas capas de Percy Jackson
  • Antes que eu vá - Gayle Forman
  • Amanhecer - Sthefany Meyer
  • Não se apega, não - Isabela Freitas
  • Valente para sempre - Vitor Cafaggi
  • Bidu, caminhos.
  • Christiane F.
  • Querido Diário Otário
  • Belleville - Felipe Colbert
  • Precisamos falar sobre Kevin-  Lionel Shriver
  • Boneca de Ossos- HOLLY BLACK
  • Pó de Lua- Clarice Freire

Muitos beijos
Cherry Suicide

Bienal do Livro 2014 - Meu ponto de vista do último sábado

  Quem leu minha última resenha da bienal ( 31 de agosto) percebeu minha frustração com a organização do evento e a falta de interesse das editoras em se organizarem de forma que todos pudessem ter um pedacinho do seu autor favorito e não  decepcionarem-se por não conseguirem vê-los.
  Tudo bem, já passou, não superei, superei e agora é esperar que eles voltem ou vou ser obrigada a bater na porta de cada um. Após o fiasco do 1° sábado, aproveitei e voltei no último para realmente aproveitar a Bienal, porque antes eu só corri, xinguei e chorei, nem comprei muitos livros.
  E como eu aproveitei! Eu quase matei minha amiga de tanto andar, de tanta fila (de novo) de tanto carregar minhas sacolas quando eu ia pegar minha carteira para comprar mais coisas.      
  Posso ter zerado minha conta no banco, mas meu saldo de livros aumentou tanto que eu tive que remodelar as estantes pra conseguir colocar todos. E ainda sobraram livros sem lugar.
  Dessa vez não tinha tantos autores internacionais, então estava mais controlado, mas ainda era muito difícil andar. Quando eu achava um espaço sem gente começava a pular só para aproveitar.
  Eu vi a Clarice Freire (Pó de Lua) dando autógrafos na Intrínseca, mas minha vontade de pegar aquela fila que dava 3 voltas no estande vizinho foi...nenhuma, mesmo tendo comprado o livro.


  Já no estande da editora Novo Conceito, enquanto contava para minha amiga a maravilhosa experiência do clube do livro que uma vez eu fui e conheci vários autores, entre eles o Felipe Colbert (já contei essa historia umas 3 vezes em alguns posts), eis que me aparece quem? Felipe Colbert!! Acho que assustei o coitado do autor com minha cara de alegria. Eu já ia comprar o livro, mas quando vi que ele estava lá eu quase me atirei na fila do caixa para pegar seu autografo. 


  Felipe escreveu A Última Nota, que é um dos mais conhecidos, e o recente lançamento do Novo Conceito, Belleville, grande sucesso nas livrarias.

  Então, diferente do meu primeiro dia, o 2° foi repleto de compras, surpresas, alegrias e um sono interminável no final.

  Comida cara, livros não tão baratos e desorganização foram um problema nessa Bienal, nada que impedisse os leitores de se aventurarem pelos corredores cheios de gente, filas em todos os lugares e um mar de livros a disposição de todos.

Este foi meu ponto de vista para o penúltimo dia da Bienal 2014. 







Aproveitem e deixem seu comentário sobre suas experiências deste ano

Saldo 2° dia 


  • Valente para sempre - Vitor Cafaggi
  • Bidu, caminhos.
  • Christiane F.
  • Querido Diário Otário
  • Belleville
  • Precisamos falar sobre Kevin
  • Boneca de Ossos
  • Pó de Lua