terça-feira, 27 de janeiro de 2015

34° postagem: Resenha 10 coisa que nós fizemos (e provavelmente não deveríamos)

Olá leitores,
 

  Ganhei esse livro de uma amiga querida em 2013, ela dizia que estávamos passando por uma faze que talvez o livro fizesse sentido, que talvez eu pudesse nos ver nas personagens que estão acabando o ensino médio. Acho que foi melhor eu ler agora, não sei se faria sentido se eu lesse aquele ano.

  Esse grande título conta a história de April, uma garota com 16 anos que estava passando por momentos difíceis com a família. Os pais estavam se separando e se mudando, mas ela quer ficar em sua cidade para acabar o ensino médio, não perder as amigas e o namorado, Noah, alto e magro, cabelos castanhos ondulados e olhos verdes (uhn...). Graças a algumas mentirinhas, April consegue ficar na casa de sua amiga, Vi, já que a mãe dela estava viajando e não voltaria tão cedo. A história começa logo no meio de uma confusão quando ela acorda com uma ligação do pai, mas depois ela vem desde o começo, contando tudo para que no final, a conflito se explique.

  Mentiras são um ponto forte no livro, já que ele foi escrito com base nas ladainhas que as meninas contaram ao pai de April. Ela estava se sentindo no paraíso. Uma casa só para ela e a amiga, muito dinheiro na conta bancaria, o carro velho da madrasta, muitas festas e novos amigos. Aprontaram de tudo, como o título diz. 1° Mentiram para os pais; 2° Brincaram de “eu nunca”; 3° Mataram aula; 4° Compraram uma hidromassagem; 5° ‘Saíram’ com os namorados; 6º Gastaram 3 mil dólares em Donut; 7° Abrigaram uma fugitiva; 8° Fizeram uma festa insana; 9° Promoveram o concurso de Mr. Teen Universo; 10° foram pegas invadindo. São com esses títulos que os capítulos são introduzidos. Eles são subdivididos em LETRAS MAIORES alguma vezes no decorrer da história.

  Me impressionei com o livro. Achava que ia ser mais um romance bobo, mas esse gênero está entre meus favoritos. Essas histórias de independência, escola e adolescência sempre me encantaram de um jeito que não posso explicar. Já falei disso em alguma resenha por ai e também explica por que um dos meus livros preferidos é “Quem é Você, Alasca?”.

Eu chamo esse tipo de livro de “estilo Meg Cabot”. É fácil de ler pelo seu tamanho, pelas folhas e pelas letras. Eu acabei esse livro em dois dias com 1 pausa para dormir, pois ele flui muito rápido, as páginas pequenas fazem com que você não para de ler e quando percebe já está no meio do livro. Ele parece ser grande, mas é por causa da folha, quando você começa não quer parar mais. Poderia ser simples, mas é gostoso de ler. Tem um toque irônico que podem fazer você dar boas gargalhadas, mas também conseguiu me causar um aperto no peito em alguns momentos. Não é tão previsível quanto eu achei, parei de ler por alguns segundo para respirar e entender a trama toda. Você fica com raiva, com dó, feliz e desejando ter uma hidromassagem rosa em uma casa só sua, mesmo que seja por alguns dias. Sarah Mlynowski, a autora, não foca em desenvolver personagens ou ambientes com muita atenção e nos mínimos detalhes, apenas uma pequena descrição física para podemos visualizar a pessoa e o resto ela desenvolve durante a narração. Isso não deixa a leitura cansativa e chata, fazendo os leitores irem mais rápido ainda. Para ser sincera, ainda não sei a cor da cabelo da April.

  Nada na vida de April é fácil. Nem a de suas amigas é normal. Embora o título diga que elas não deveriam ter feito, em nenhum momento eu senti que elas se arrependeram do que fizeram. Elas curtiram cada aventura e aprenderam com algumas situações, mas em nenhum momento eu li ou entendi que elas pensaram melhor depois e se culparam pelo que fizeram. Isso traz uma mensagem especial. Viva cada momento como o último, ouse acreditar que você vai conseguir o que deseja, aprenda com seus erros e siga em frente em situações difíceis, pois sempre vai ter alguém que estará lá, esperando para te levantes, te ajudar ou te achar. Clichê? Sim, mas também verdade.

Passagens favoritas

  “-Bom tamanha. Não é muito grande, nem muito pequena. Magra. O lobo não é muito grande. Excelente Orelha. Como é a outra?
  -Não é tão boa. Tem uma saliência esquisita, tipo Spock, no topo. - Ele se virou para me mostrar. – Sinta.
Gargalhei. O que estava fazendo gargalhando no Norwalk Emergency?
-Quer que eu sinta sua orelha?
-Fica estranho quando você diz assim. Apenas toque a pontinha.” Pág. 197


  “Ele puxou a toalha de mesa de volta por sobre a cabeça.
-Esse não é um lugar muito bom para se esconder- falei. - Mas, primeiro ajude, depois se esconda. Escravos, ativar! Preciso de vocês!” Pág. 277

Espero que tenham gostado
Nota CS: Perfeito
Muitos beijos
Cherry Suicide

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